Felini

A nossa terceira edição chegou – e é a maior de todas

Quatro óperas, mais de 500 artistas e 20 dias de programação espalhados por Niterói. Em agosto de 2026, o FELINI escreve seu capítulo mais ambicioso. 

No dia 27 de maio, subimos ao palco do Theatro Municipal de Niterói para um anúncio que fizemos questão de celebrar com a cidade: o FELINI – Festival Lírico de Niterói chega à sua terceira edição com a programação mais ambiciosa que já construímos. 

Não estamos falando de crescimento incremental. Estamos falando de um salto. Em agosto de 2026, Niterói vai receber mais de 20 dias de atividades, quatro títulos de ópera e mais de 500 artistas e profissionais (de diferentes estados e países) reunidos aqui, na nossa cidade. 

De onde viemos e para onde vamos

O FELINI nasceu em 2024 da convicção de três cantoras líricas — Amanda Ayres, Maria Gerk e Tina França — de que a ópera e o canto lírico pertencem a todas as pessoas, não apenas às que já conhecem esses universos. Desde então, construímos o festival tijolo por tijolo, edição por edição. 

Em 2025, nossa segunda edição reuniu mais de 3.700 espectadores, 410 artistas participantes e atividades em 11 espaços culturais da cidade. Números que nos deram clareza: Niterói tem fome de cultura, e nós estamos aqui para alimentar isso.

“O FELINI nasceu da crença de que a música lírica pertence a todas as pessoas. Cada edição é um passo a mais para aproximar Niterói desse universo — e a terceira edição será a mais potente que já fizemos.” 

— Amanda Ayres, Maria Gerk e Tina França, fundadoras do FELINI 

Mais do que espetáculos

Uma das coisas que mais nos orgulha no FELINI é que ele nunca foi só sobre os espetáculos. Junto com as óperas e os concertos, a programação de 2026 traz masterclasses, debates, vivências artísticas e oportunidades concretas para jovens talentos que querem se aprofundar na música de concerto. 

E o festival vai além do Centro. Queremos que o FELINI chegue a diferentes regiões de Niterói, porque democratizar o acesso à cultura significa também pensar em quem precisa se deslocar para viver essas experiências. A ópera sai dos teatros tradicionais e vai encontrar as pessoas onde elas estão. 

Agosto chegando: salve a data

Mais detalhes sobre a programação completa serão revelados em breve. Fique atento às nossas redes sociais e ao site oficial para não perder nada. 

Enquanto isso, já sabe: agosto em Niterói vai ter ópera. Muita ópera. 

Acompanhe o FELINI 2026 em tempo real

Maternidade Lírica: Entre Palcos, Projetos e a Força de Recomeçar

Conciliar a maternidade com a vida profissional já é, por si só, um desafio. Quando essa jornada acontece dentro do universo artístico, marcado por ensaios intensos, agendas irregulares e exigência emocional constante, ela ganha novas camadas de complexidade. É nesse contexto que surge a campanha Maternidade Lírica, um olhar sensível sobre mulheres que vivem, todos os dias, o equilíbrio entre criar no palco e cuidar fora dele. 

A maternidade transforma. Redefine prioridades, reorganiza o tempo e exige uma capacidade contínua de adaptação. Para muitas mulheres que atuam na música e na ópera, essa realidade se soma à gestão de projetos, à construção de carreira e à necessidade de se manter presente em um ambiente altamente competitivo. Ainda assim, essas mulheres seguem criando, se reinventando e ocupando seus espaços com força e consistência. 

Mais do que conciliar funções, essa dupla jornada revela uma potência única. A experiência da maternidade atravessa a forma de sentir, interpretar e se expressar artisticamente. Ela amplia a escuta, aprofunda emoções e traz novas camadas de significado para a arte. Ao mesmo tempo, evidencia a necessidade de estruturas mais acolhedoras, que reconheçam e respeitem essa realidade dentro do meio cultural. 

Maternidade Lírica nasce como um convite à reflexão e, principalmente, como um gesto de reconhecimento. Ao dar visibilidade a essas trajetórias, a campanha busca inspirar outras mulheres que vivem esse mesmo desafio, mostrando que é possível construir caminhos, ainda que complexos, sem abrir mão da identidade, da arte e dos sonhos. 

No FELINI, valorizar essas histórias é também ampliar o olhar sobre o que sustenta a arte. Porque por trás de cada apresentação, há vidas reais, escolhas difíceis e uma força silenciosa que mantém tudo em movimento. Celebrar essas mulheres é reconhecer que a arte também se constrói no cotidiano, nos bastidores e na coragem de continuar.

Páscoa e Música Sacra: A Origem de uma Tradição que Atravessa Séculos

A tradição do canto lírico, como conhecemos hoje, nasce de um lugar de profunda conexão entre fé, arte e expressão humana. Muito antes de ocupar os grandes teatros e palcos operísticos, a voz encontrou nas igrejas e celebrações religiosas o seu principal espaço de desenvolvimento. Foi nesse ambiente que surgiram as bases técnicas, estéticas e emocionais que moldariam o canto lírico ao longo dos séculos. 

A música sacra europeia teve um papel fundamental nesse processo. Durante gerações, compositores e intérpretes dedicaram suas obras a contextos religiosos, criando peças que iam além da função litúrgica. Eram composições pensadas para emocionar, conduzir à reflexão e traduzir, por meio da voz, sentimentos muitas vezes indescritíveis. Nesse cenário, o canto se desenvolveu não apenas como técnica, mas como linguagem sensível e espiritual. 

Datas como a Páscoa sempre estiveram no centro dessa produção artística. Carregada de simbolismo, renovação e introspecção, ela inspirou obras que dialogam diretamente com a experiência humana. A música, nesse contexto, se torna ponte entre o sagrado e o cotidiano, ampliando o alcance da emoção e conectando diferentes gerações através do som. 

Ao longo do tempo, essa herança ultrapassou os espaços religiosos e passou a integrar o universo da ópera e dos concertos. Ainda assim, sua essência permanece. A potência da voz, a construção dramática e a capacidade de tocar o público continuam sendo elementos que conectam essas duas vertentes. 

No FELINI, essa relação entre música sacra e canto lírico se revela como parte de uma mesma trajetória. Ao revisitar essas origens, o festival reforça a importância de reconhecer a história por trás da arte e valorizar as diferentes formas pelas quais ela se manifesta. 

Mais do que uma lembrança de um período específico, a música sacra permanece como um ponto de partida. Um lugar onde a voz ganha significado, atravessa o tempo e continua encontrando novas formas de emocionar.

Ópera é no Feminino: O Protagonismo das Vozes Femininas no Canto Lírico

No universo da ópera, a mulher tem se destacado ao longo dos séculos, não apenas como musa, mas como verdadeira protagonista. Embora a história da ópera tenha sido dominada, em grande parte, por figuras masculinas – tanto nas composições quanto nas performances – é inegável o impacto das vozes femininas, que ao longo dos anos têm se afirmado como forças transformadoras dessa arte. Em março, mês dedicado às mulheres, o FELINI celebra a presença poderosa e indispensável das mulheres no canto lírico, reafirmando o compromisso do festival com o protagonismo feminino na arte e na cultura.

A História de Vozes Femininas que Transformaram a Ópera

Nos palcos da ópera, as mulheres não apenas desempenham papéis, mas escrevem suas próprias histórias. Com técnica impecável e presença magnética, muitas mulheres transformaram a percepção do público sobre o que significa ser uma diva da ópera. Essas artistas, ao longo do tempo, não são apenas intérpretes: elas são construtoras de pontes, moldando o repertório e criando novas possibilidades dentro da ópera. Hoje, muitas vozes continuam a redefinir o papel da mulher na música clássica, enfrentando desafios, expandindo os limites do repertório e garantindo que o protagonismo feminino na ópera se torne cada vez mais sólido e visível.

O Desafio da Representatividade Feminina na Ópera

Embora o cenário da ópera tenha avançado, a luta pelo protagonismo feminino segue constante. Historicamente, mulheres no campo da ópera se viram muitas vezes relegadas a papéis secundários, enquanto compositores e diretores eram, em sua grande maioria, homens. No entanto, com o passar do tempo, vozes femininas têm conquistado seus espaços não apenas no palco, mas também na composição, regência e direção artística.

A verdadeira mudança começa quando as mulheres não apenas participam da ópera, mas a moldam e a conduzem. A presença feminina tem se fortalecido nas diversas áreas da produção operística, e essa transformação é cada vez mais visível. A necessidade de mais mulheres em posições de comando dentro da cena operística é urgente e tem sido cada vez mais reconhecida.

FELINI: Um Espaço de Exaltação ao Protagonismo Feminino

O FELINI tem se consolidado como um festival que exalta a arte produzida por mulheres, proporcionando visibilidade e espaços de reflexão sobre o papel feminino na música lírica. Com a campanha Ópera é no Feminino, buscamos não apenas comemorar as grandes mulheres da ópera, mas também promover discussões profundas sobre representatividade, inclusão e igualdade de gênero no universo operístico. Nosso objetivo é criar um espaço que amplifique a voz feminina, seja nas apresentações, seja nas mesas de debates, tornando o FELINI um ponto de encontro para aquelas que, com sua arte, continuam a desafiar e redefinir os limites da ópera.

O Caminho à Frente: Consolidando um Legado

À medida que o festival avança em sua trajetória, seu compromisso com a representatividade feminina se fortalece. Este mês de março, dedicado ao Dia Internacional da Mulher, é a oportunidade perfeita para celebrarmos não apenas as artistas que já escreveram seus nomes na história da ópera, mas também aquelas que, como nós, continuam a lutar por mais espaços e reconhecimento.

Através de cada performance, debate e reflexão, o FELINI reafirma sua missão de promover a igualdade de gênero e destacar a força feminina na música. Quando celebramos as mulheres na ópera, não estamos apenas exaltando suas vozes, mas também transformando a própria história da arte.

Neste março, o FELINI convida todos a refletirem sobre a importância do protagonismo feminino no universo da ópera. Porque, como nos ensinam as grandes vozes femininas da ópera, a música só é completa quando todas as vozes, sem exceção, têm a chance de ser ouvidas.

FELINI na Folia: Como o Carnaval pode se inspirar na estética operística

No mês em que o Brasil celebra o Carnaval, o FELINI propõe um novo olhar sobre a folia: a ópera como fonte de inspiração estética, narrativa e emocional. Máscaras, figurinos exuberantes, personagens intensos e enredos cheios de drama, humor e transformação fazem parte tanto do universo operístico quanto do espírito carnavalesco. 

A conexão entre esses dois mundos vai muito além das fantasias e das apresentações grandiosas. A ópera, com sua música envolvente, seus personagens profundos e seu conteúdo dramático, possui uma riqueza estética que pode inspirar e intensificar a experiência do Carnaval. Afinal, como o próprio Carnaval, a ópera lida com a dualidade do humano, explorando a luz e a sombra, o amor e a perda, o ridículo e o sublime. 

Máscaras, figuras e símbolos: onde o Carnaval encontra a ópera 

Ao longo da história da ópera, o uso de máscaras tem sido um recurso constante para criar mistérios e dar vida a personagens complexos. Essa simbologia é perfeitamente alinhada com a tradição do Carnaval, onde as máscaras desempenham um papel similar: elas transformam, ocultam e revelam. 

A ópera Máscaras de Guilherme Bernstein, por exemplo, mergulha nesse universo de incertezas, humor e emoção, que o Carnaval celebra. Figurinos exuberantes e cenários de tirar o fôlego, comuns em ambas as artes, reforçam essa ideia de espetáculo e transformação. Não é apenas sobre a performance: é sobre a criação de um mundo paralelo onde tudo é possível. 

A narrativa dramática: tanto na ópera quanto no Carnaval 

O Carnaval brasileiro é, por excelência, uma celebração de narrativas coletivas, com enredos que unem mitos, histórias de superação e transformações sociais. A ópera, da mesma forma, é rica em storytelling, com personagens que enfrentam dilemas profundos, traem, amam e se sacrificam. Lira dos Enganos, composta especialmente para o FELINI por Rodrigo Camargo, faz uma viagem ao mundo da mentira e do engano, temas que também se refletem nas tramas carnavalescas, onde a fantasia e a realidade se entrelaçam. 

Ambas as manifestações artísticas também compartilham a arte de criar um “clímax” emocional — o ponto alto, onde a música, a coreografia e a narrativa se encontram, trazendo o público para um estado de euforia ou reflexão. No Carnaval, esse ponto é atingido no desfile das escolas, enquanto na ópera, ele ocorre em momentos de grande apoteose vocal e instrumental. 

A energia do coletivo: de palco a rua 

O que torna tanto a ópera quanto o Carnaval tão poderosos é a energia do coletivo. Na ópera, embora o foco esteja na performance individual dos cantores e músicos, a orquestra e o coro têm papel essencial na criação da experiência. Essa dinâmica de colaboração é também a alma do Carnaval, onde milhares de pessoas se reúnem para celebrar e criar um espetáculo que é maior do que a soma de suas partes.

O FELINI, como festival, reconhece essa conexão e propõe que o público, além de testemunhar as grandes performances da ópera, também se inspire na força transformadora do coletivo. O espetáculo não é apenas o que acontece no palco; ele se estende ao que é vivido pelo público, pela cidade, pela cultura. 

Em fevereiro, o FELINI celebra o Carnaval com a ópera 

Neste mês de fevereiro, o FELINI coloca sua própria versão de “folia” em ação. A campanha nos convida a refletir sobre as influências mútuas entre a ópera e o Carnaval. Mais do que um simples paralelo, é um convite a mergulharmos em um universo onde a música, o drama e o espetáculo se encontram e se misturam. Ao celebrarmos o Carnaval, não podemos deixar de reconhecer como ele compartilha com a ópera a capacidade de transformar e emocionar.

Um novo ano para o FELINI: quando o canto lírico continua a ecoar

Todo começo de ano carrega uma pergunta silenciosa: o que queremos que permaneça? Para o FELINI, essa resposta passa pela música, pelos encontros e pela certeza de que o canto lírico não precisa existir apenas em um momento específico do calendário. Ele pode — e deve — reverberar ao longo do ano, ocupando espaços, despertando a curiosidade e criando vínculos duradouros com a cidade e com as pessoas.

Em 2026, o FELINI inicia um novo ciclo olhando para o futuro sem perder suas raízes. A proposta de prolongar o festival ao longo do ano nasce do desejo de manter viva a experiência lírica para além dos palcos tradicionais e das datas fixas. Mais do que um evento, o FELINI se afirma como um movimento cultural contínuo, que entende a música lírica como uma linguagem viva, presente e acessível.

Essa nova fase traz metas claras: ampliar o diálogo com diferentes públicos, ocupar novos territórios da cidade e fortalecer espaços de troca entre artistas, estudantes de canto lírico e espectadores. Ao longo do ano, a ideia é que o FELINI esteja presente como um fio condutor: aproximando quem já ama a ópera e acolhendo quem ainda está descobrindo esse universo. A música lírica tem o poder de atravessar rotinas, provocar emoções e criar pausas necessárias em meio ao cotidiano acelerado. Quando ela ecoa com intenção, ela transforma.

O FELINI segue em movimento, acreditando que a força do canto lírico está justamente na sua capacidade de permanecer — não como lembrança distante, mas como presença constante.

Que 2026 seja um ano de continuidade, descobertas e novas vozes. O próximo ato já começou.

Do Concerto ao Coral: Como o Canto Lírico Marca as Tradições de Fim de Ano

Há algo especial na forma como encerramos um ciclo. Dezembro chega trazendo uma combinação rara de nostalgia e esperança. É nesse mês que revisitamos memórias, celebramos encontros e nos preparamos para um novo começo. E, em meio a tantas sensações, existe uma trilha sonora que atravessa gerações, continentes e culturas: o canto lírico.

Muito antes das luzes piscarem e as festividades tomarem as ruas, a música clássica já acompanhava a humanidade nos rituais que marcam o fim do ano. Dos grandes concertos em teatros históricos aos corais que ecoam nas igrejas e praças, o canto lírico faz parte da memória afetiva desse período. Ele se torna, de alguma forma, o próprio registro sonoro do mês de dezembro.

O encanto dos concertos que encerram o ano

Os concertos de fim de ano carregam uma atmosfera única. Não são apenas apresentações musicais – são momentos coletivos de respiro e contemplação. Quando uma orquestra se prepara para tocar suas primeiras notas, algo dentro de nós também se prepara: um convite silencioso para desacelerar, revisitar o caminho percorrido e permitir que a música faça morada.

A força do canto lírico nesses concertos está justamente na capacidade de transformação. Uma ária pode traduzir saudade, alegria, reverência ou esperança com uma intensidade que poucas linguagens alcançam.

A magia dos corais de dezembro

Se os concertos são celebrações grandiosas, os corais natalinos são o abraço que acolhe. Crianças, jovens, adultos, vozes amadoras e profissionais – dezembro reúne coros formados por pessoas comuns que encontram, na união das vozes, uma forma de celebrar a vida.

Há uma beleza profunda nesse gesto. Cantar em grupo é, antes de tudo, um exercício de coletividade: é encontrar o próprio lugar na harmonia, é aprender a ouvir o outro, é dividir a mesma respiração. Talvez por isso os corais comovam tanto. Eles carregam espontaneidade, ternura e um sentimento de comunidade que se intensifica no fim do ano.

E é justamente nesse encontro entre simplicidade e emoção que a música lírica se aproxima de todos. Mesmo quem não é fã declarado da ópera costuma se emocionar ao ouvir um coral de dezembro interpretando canções tradicionais. São melodias que despertam memórias: da infância, da família, de momentos que ficaram guardados em algum canto do coração.

Quando o lirismo se torna tradição

A presença do canto lírico no fim de ano não é apenas estética. Ela é simbólica. O repertório dessa época realça temas como paz, união, renovação, gratidão – os mesmos sentimentos que costuram nossos rituais de encerramento.

Além disso, muitas obras clássicas associadas ao Natal carregam séculos de história. É como se dezembro fosse, todos os anos, um convite para reencontrarmos essas narrativas musicais que atravessam o tempo e nos conectam ao que é essencial.

O lirismo, com sua intensidade e sensibilidade, transforma a temporada em algo maior do que uma simples data comemorativa. Ele cria uma atmosfera que faz com que as pessoas respirem, celebrem e se emocionem juntas.

Entre memórias e novos começos

Quando um coro entoa sua primeira nota ou um concerto ergue seu último acorde, algo se ilumina dentro de nós. Talvez seja por isso que a música lírica se tornou parte inseparável das tradições de fim de ano: ela não apenas celebra o presente, mas recupera memórias e abre espaço para novos começos.

O fim do ano é um tempo de emoções intensas — e poucas artes traduzem tanto sentimento quanto a música lírica. Por isso, do concerto ao coral, ela segue marcando dezembro com beleza, significado e a promessa suave de um novo ato que está prestes a começar.

Quando Todas as Artes se Encontram: Nasce a Ópera

A ópera é uma das formas mais completas de expressão artística, uma fusão única que reúne diversas linguagens e emoções em um espetáculo grandioso. Ela não se resume apenas à música ou ao teatro. É uma mistura vibrante de música, teatro, literatura, figurino, cenografia e dança, criando uma experiência sensorial que transcende o tempo.

Seja nas dramáticas notas de uma ária ou nos gestos expressivos de um ator, a ópera é a síntese de tudo o que pode ser representado pela arte. Cada elemento se conecta para dar vida a uma história de amor, tragédia, poder ou emoção, cativando o público de uma maneira única e inesquecível.

A Ópera Como Linguagem Universal

O que torna a ópera uma arte tão especial é a sua capacidade de transcender culturas, épocas e fronteiras. Composta de elementos diversos, ela é um reflexo da humanidade, um espelho das complexas emoções e conflitos internos que todos compartilhamos. A beleza da música se combina com a força do teatro, a profundidade da literatura com a explosão visual do figurino e cenografia. Todos esses elementos se entrelaçam de maneira harmoniosa, criando uma experiência total que não pode ser descrita apenas com palavras.

O FELINI: A Ópera em Diversas Formas

O FELINI – Festival Lírico de Niterói exemplifica perfeitamente como a ópera pode se manifestar de diversas formas, através de eventos que celebram a fusão das artes de maneira inovadora e acessível. O festival é a plataforma onde a ópera se apresenta de diferentes estilos e linguagens, trazendo essa arte atemporal para um público diversificado.

Ópera: A Tradição que se Renova

A ópera, em sua essência, carrega uma tradição que se reinventa a cada apresentação. A força da dramaturgia e a intensidade da interpretação continuam a encantar novas gerações. No FELINI, vemos essa renovação não apenas na escolha de repertórios, mas também na forma como as expressões artísticas contemporâneas se conectam com a ópera, criando novas leituras e experiências. A ópera não é uma arte imutável, ela evolui com os tempos, mantendo sua essência enquanto se adapta ao contexto atual.

Espetáculo: A Ópera em Sua Forma Clássica

No coração do FELINI, estão os espetáculos de ópera tradicionais, com orquestras, coro, e cantores líricos. Aqui, a música se mistura com o teatro, criando uma experiência imersiva e emocionante. Cada espetáculo é um convite para viajar no tempo e no espaço, vivenciar histórias universais que atravessam séculos e continuam tocando o coração das pessoas.

Recital: A Ópera em Forma Intimista

Os recitais no FELINI são um exemplo da ópera em sua forma mais íntima, onde a música e a voz se destacam em um cenário menor, mas igualmente impactante. Com artistas se apresentando de forma mais próxima ao público, os recitais oferecem uma oportunidade única de se conectar profundamente com a música, explorando nuances de interpretação e técnica vocal. Aqui, a ópera se torna um momento mais pessoal, mas igualmente emocionante, como se a música estivesse falando diretamente para cada espectador.

Masterclass: A Arte da Formação

A ópera também encontra espaço no FELINI através das masterclasses. Esses eventos oferecem uma imersão mais profunda no universo lírico, proporcionando aos participantes a chance de aprender diretamente com grandes mestres da música e do teatro. A formação é uma fusão de técnicas e experiências, que une o conhecimento da teoria com a prática, e mais importante, transmite a paixão pela arte.

FELINI em Pauta: A Ópera Como Reflexão Cultural

Em outra vertente, o FELINI em Pauta traz a ópera para discussões mais amplas, explorando seus impactos e sua relevância na sociedade contemporânea. Como a ópera, com suas histórias de poder, amor e conflitos, ainda pode se refletir nos dilemas atuais? Como essa arte se conecta com outras expressões culturais? A ópera, aqui, se torna um ponto de partida para debates sobre a cultura, a arte e as questões humanas.

FELINI para Crianças: A Ópera ao Alcance dos Pequenos

O FELINI para Crianças é uma das iniciativas mais especiais do festival, trazendo a ópera para as novas gerações de uma forma acessível e encantadora. Através de espetáculos lúdicos, contação de histórias e atividade interativas, as crianças têm a oportunidade de vivenciar a magia da ópera de forma divertida, mas sem perder a profundidade emocional. A ideia é semear a admiração pela arte desde cedo, mostrando que a ópera também pode ser um terreno fértil para a imaginação infantil.

Conclusão: A Ópera é a União das Artes

Quando a ópera nasce, ela não apenas reúne as diversas formas de arte – ela conversa com elas. Cada uma delas traz uma energia única para o palco, e juntas, elas criam algo maior que a soma de suas partes. A ópera é, na verdade, a celebração da arte em sua forma mais plena e completa. E o FELINI é a prova de como essa arte, longe de estar presa ao passado, continua viva e inovadora, atravessando as gerações, unindo o clássico e o contemporâneo de maneira harmoniosa.

A ópera, como todas as grandes formas de arte, nunca envelhece. Ela se reinventa, ela evolui. E o FELINI, com sua diversidade de eventos, mostra como essa arte atemporal continua a impactar, emocionar e transformar todos aqueles que têm o privilégio de vivê-la.

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